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Marketing de Conteúdo e Vizinhos Estranhos: Uma Perspectiva Sobre Conteúdo Altruísta.

Deixem-me começar por dizer isto.

Nunca é fácil estar num cargo de elevada responsabilidade em que se têm de tomar decisões.

Há quem nem seja capaz de decidir sobre situações banais do seu dia-a-dia, agora imaginem o que é estar numa posição em que qualquer decisão que tu faças pode ter um enorme impacto no futuro da tua empresa. Imagina bem a quantidade de pressão e dúvida que se devem abater sobre ti.

O que é que isto tem a ver com Marketing de Conteúdo?

Explico mais à frente, por agora falemos de vizinhos.

O conteúdo que as empresas produzem pode ser facilmente comparado aos diferentes tipos de vizinhos que todos temos.

1 - O Vizinho Barulhento

Este é o tipo de vizinho que rapidamente se torna inconveniente. Ou fala aos berros, ou está sempre a discutir, ou ouve música como se tivesse numa discoteca durante horas a fio porque acha que todas as outras pessoas têm de ouvir a mesma música que ele.

No início pode até parecer um gajo fixe, mas esgota-nos a paciência.

2 - O Vizinho Egocêntrico

Este é o tipo de vizinho que tentamos evitar a todo o custo. Escondemo-nos para ver se ele não nos vê e não monopoliza a conversa só para ele. Entramos rapidamente no carro como se estivessemos muito apressados, ou ignoramos quando ele nos chama, fingindo que não ouvimos.

É o tipo de vizinho que só fala dele, só pede favores, e tem sempre o interesse pessoal à frente de tudo o resto.

3 - O Vizinho Mistério

Este é o vizinho que ninguém sabe nada da sua vida. Bom dia, boa noite, às vezes nem isso. Não faz barulho, evita conversas pessoais e refugia-se na sua casa.

4 - O Vizinho Intrometido

Este é por norma o vizinho que sabe sobre todos, e se não sabe inventa. Espreita às janelas, tenta ouvir as conversas, não respeita nem espaço, nem privacidade. Rapidamente percebemos que existe sempre um motivo oculto por detrás de tudo o que faz ou diz.

5 - O Vizinho Fixe

Este é o tipo de vizinho que todos gostamos de ter. Não se importa de entrar numa conversa connosco, demonstra um genuíno interesse em quem nós e está sempre pronto para nos ajudar.

É neste vizinho que confiamos as chaves da nossa casa na nossa ausência, para ver se está tudo bem ou só para alimentar o gato. É a ele que recorremos sempre que temos algum problema.

É fácil perceber a relação entre o conteúdo e os vizinhos certo?

Senão vejamos.

1 - Conteúdo barulhento

Vê-se frequentemente nas redes sociais ou em email marketing, por marcas que fazem 300 publicações por dia, ou que nos enchem a caixa de email ao ponto de já não as podermos ver à frente.

Criam mais ruído do que valor.

2 - Conteúdo egocêntrico

Compra. Compra. Compra. Porque é que não compras? Compra…

3 - Conteúdo mistério

Quem? Nunca ouvi falar.

4 - Conteúdo intrometido

O tipo de conteúdo que até podes alinhar uma ou duas vezes até começar a deixar-te desconfortável. Não respeita o teu espaço, privacidade ou inteligência.

Um bom exemplo disso é o marketing de interrupção.
Então como é que nós podemos tornar o nosso conteúdo no vizinho fixe?

É fácil, centrando-o no cliente. Disse isto na minha última publicação e repito. Ninguém quer saber de nós, no máximo as pessoas querem saber o que podemos fazer por elas, ou como podemos ajudá-las.

Mas se centrarmos o conteúdo que produzimos nos nossos potenciais clientes, se os ouvirmos, compreendermos e demonstrarmos um genuíno interesse em conhecê-los, sempre dispostos a ajudá-los, então eles vão perceber que podem confiar na nossa empresa para lhes dar apoio sempre que precisarem.

A internet mudou o mundo e por isso é importante que as empresas se adaptem a essas mudanças, porque verdade é que vivemos numa fase em que:

Nunca se consumiu tanta informação.
Nunca existiu tanta aversão à publicidade.

Quer as empresas gostem ou não, estas são as tendências. O consumo de informação a aumentar e a tolerância à publicidade a diminuir.

O marketing de interrupção tornou-se no vizinho intrometido que entra pelos nossos videos de youtube dentro, não respeita o nosso espaço nem privacidade.

Por outro lado, as empresas têm oportunidade de começar a desenvolver estratégias de conteúdo - com propósitos e objectivos bem definidos - e ganhar a confiança das pessoas de uma forma muito mais orgânica.

E é nesta fase que volto aos decision makers.

Quando tudo passa pelo ROI - e com razão - é preciso também compreender que o retorno sobre o investimento deve ter métricas adaptáveis a cada investimento, e que essas métricas não se devem basear só no dinheiro imediato.

Porque essas são as métricas facilmente utilizadas na publicidade:

Investi x, recebi y, o meu ROI foi z.

Mas o conteúdo altruísta, serve um propósito diferente - digo até superior - do que gerar dinheiro imediato. O conteúdo é o veículo para criarmos uma relação com os nossos clientes ou potenciais clientes, conquistarmos a sua confiança e só depois fazermos dinheiro.

Foi definindo uma estratégia de conteúdo altruísta que consegui levar um site das 0 às 183 mil páginas vistas em apenas 12 meses.
Mas como é que uma estratégia dessas é criada?

Conhecendo bem quem são os nossos clientes. Quais são as suas expectativas, interesses, medos, problemas, etc….
Criando conteúdo centrado neles. Conteúdo que os compreenda, informe, eduque, emocione, divirta, etc…
Desenvolvendo uma relação com eles.
Por fim, disponibilizando os nossos produtos ou serviços para satisfazer as suas necessidades.

Claro que ninguém é ingénuo - o resultado final tem de ser o lucro da empresa - mas hoje mais do que nunca, não se pode ignorar a relação com os clientes, a maneira como os clientes nos encontram e a primeira impressão que têm da nossa empresa.

No entanto, os líderes e decision makers devem compreender que o Marketing de Conteúdo trabalha numa perspectiva de branding - ou seja, desenvolvimento da marca - e é desse desenvolvimento que virá o retorno financeiro.

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